Em 23 de julho de 2025, a assinatura de ordem para exportar "pacotes completos" de inteligência artificial colocou o Brasil entre destinos prioritários ao lado de Egito e Indonésia. A medida intensifica a disputa por influência tecnológica global. No mesmo período, o Brasil firmou memorando com Pequim e negocia com Washington, enquanto amplia dependência de infraestrutura digital estrangeira.
O Brasil está nominalmente na lista de destinos prioritários. Ao lado do Egito e da Indonésia, o país figura entre os mercados emergentes onde a presença estrangeira precisa ser consolidada. O país importa modelos e frameworks de governança, o que vai muito além da compra e venda de hardware.
A questão central não é quem vende o chip. É quem treinou o modelo. Os grandes sistemas de linguagem e tomada de decisão que o setor público e privado brasileiro já usa foram desenvolvidos majoritariamente por corporações estrangeiras, segundo padrões e dados externos, com diretrizes que refletem realidades de fora do país.
